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Cases de aplicação

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S
Case detalhado · Sustentabilidade · 5S-2026-008

Central de resíduos do canteiro sob controle

Sustentabilidade · Central de resíduos do canteiro Vila Verde · Abr/2026 – Jul/2026

P

Planejamento

Auditoria de entrada em 28%, segregação em 54% e 14 caçambas sem manifesto: a central de resíduos virou prioridade.

case completo

A central de resíduos do canteiro Vila Verde era o ponto mais arriscado do Grupo Altavia: 54% de segregação correta, 14 caçambas retiradas sem manifesto e R$ 11,8 mil por mês de destinação. A auditoria de entrada com a régua de 25 itens marcou 28%, a pior nota entre as áreas avaliadas, com Seiton em 20%. A técnica de meio ambiente assumiu a liderança, fotografou o pátio, mediu a segregação por amostragem e fechou regras com o mestre e as empreiteiras: baia por classe, separação na origem e nenhuma caçamba sem documento. Meta acordada com o engenheiro residente: no mínimo 78% até 31/jul/2026, com cronograma senso a senso de abril a julho.

Resíduo mal segregado por tipo (amostra de caçambas)dados do case
100%75%50%25%0%52%26%14%8%acum.Entulho mistoMadeira com metalReciclável contaminadoPerigosos fora de abrigo
Metade do volume mal segregado era entulho misto, o resíduo mais caro de destinar quando contaminado.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual área foi escolhida como piloto — e por que ela?

O piloto foi a central de resíduos do canteiro Vila Verde, do Grupo Altavia. A escolha foi pelo risco: apenas 54% do resíduo saía segregado corretamente, 14 caçambas tinham sido retiradas sem manifesto de transporte e o custo de destinação rodava em R$ 11,8 mil por mês. Era o ponto do canteiro onde desorganização virava multa em potencial e dinheiro jogado na caçamba errada.

P2 Quais problemas a desorganização causa hoje — para o time, a segurança e o resultado?

Resíduo misturado encarece tudo: caçamba de entulho contaminada com gesso ou perigosos paga a classe mais cara de destinação. Para o time, retriagem manual e pátio intransitável; para a segurança, latas de tinta e solvente fora de abrigo e corredor de circulação bloqueado; para o resultado, R$ 11,8 mil por mês de destinação e 14 caçambas sem documentação, exposição direta a autuação ambiental.

P3 Qual é a situação atual da área, medida e registrada?

A auditoria de entrada com a régua de 25 itens marcou 28%: Seiri 25%, Seiton 20%, Seiso 30%, Seiketsu 30% e Shitsuke 35%, a pior nota entre as áreas avaliadas do grupo. A amostragem de caçambas de duas semanas mediu 54% de segregação correta. Fotos datadas registraram o pátio: baias sem placa, madeira com metal, recicláveis contaminados e perigosos a céu aberto.

P4 Quais são as regras do programa acordadas com o time?

Regras acordadas com o mestre de obras e as empreiteiras: todo resíduo tem baia identificada por classe e cor, e quem descarta separa na origem; nenhuma caçamba sai sem manifesto de transporte emitido e arquivado; resíduo fora de baia recebe cartão vermelho e a decisão de destino é da técnica de meio ambiente com o mestre; perigosos só em abrigo coberto com contenção.

P5 Qual é a meta do programa? (pontuação alvo + prazo)

Elevar a pontuação da auditoria de 28% para no mínimo 78% até 31/jul/2026. Ganhos estimados atrelados: segregação correta acima de 90% na amostragem semanal, zero caçamba sem documentação e redução de ao menos R$ 2,5 mil por mês no custo de destinação. A meta foi validada pelo engenheiro residente do canteiro.

P6 Quem participa da equipe e quem patrocina a implantação?

A líder é a técnica de meio ambiente do canteiro. A equipe fixa tem o mestre de obras, dois serventes dedicados à central e o almoxarife como apoio na documentação. As empreiteiras entram como executoras da separação na origem, com um encarregado de referência por equipe. O patrocinador é o engenheiro residente, que banca caçambas extras, placas e o abrigo de perigosos.

P7 Qual é o cronograma da implantação, senso a senso? (5W2H)

Cronograma 5W2H de abril a julho, um senso por vez: Seiri de 06 a 17/abr, triagem do pátio com cartões vermelhos; Seiton de 20/abr a 08/mai, baias por classe com placa e cor; Seiso de 11 a 22/mai, varrição diária e lonas obrigatórias nas caçambas; Seiketsu de 25/mai a 12/jun, placas com foto do certo e do errado e cartilha de bolso; Shitsuke de 15/jun a 31/jul, auditoria mensal e índice semanal de segregação no quadro.

5S

Implementação

112 cartões vermelhos, baias por classe com placa e foto, e a regra que mudou o jogo: a central só recebe resíduo separado.

case completo

O Seiri varreu o pátio com 112 cartões vermelhos: entulho misto retriado, madeira reaproveitada, recicláveis vendidos à cooperativa e perigosos enviados a destinação licenciada, com as 14 caçambas antigas regularizadas. O Seiton criou baias por classe com cor, placa e fluxo no sentido do portão, com perigosos em abrigo coberto com contenção. O Seiso instituiu varrição diária e matou duas fontes de sujeira: caçamba sem lona e respingo da betoneira. O Seiketsu publicou placas com foto do certo e do errado e a cartilha de bolso. O Shitsuke amarrou o índice semanal de segregação no quadro e a auditoria mensal com encarregado em rodízio.

Destino dos 112 cartões vermelhosdados do case
100%75%50%25%0%42,9%24,1%19,6%13,4%acum.Entulho retriadoMadeira reaproveitadaRecicláveis vendidosPerigosos destinados
Tudo que saiu do pátio saiu com documento: manifesto, termo de doação, recibo de cooperativa ou certificado de destinação.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

S1 Seiri — Como os itens da área foram classificados e o que recebeu cartão vermelho?

A triagem varreu o pátio inteiro em duas semanas, com a técnica de meio ambiente decidindo o destino ao lado do mestre. Foram 112 cartões vermelhos: 48 pontos de entulho misto retriado para classe A limpa, 27 lotes de madeira reaproveitável, 22 volumes de recicláveis que estavam contaminados no meio do entulho e 15 itens perigosos, como latas de tinta e solvente, encontrados fora de abrigo.

S2 Seiri — Qual foi o destino do que saiu, e quais as evidências?

Cada destino gerou papel: o entulho retriado saiu como classe A com manifesto de transporte emitido; a madeira boa voltou à obra como forma e travamento, e o excedente foi doado com termo; os recicláveis foram vendidos a uma cooperativa com recibo; os perigosos foram para destinação licenciada com certificado. As 14 caçambas antigas sem documento foram regularizadas junto à transportadora.

S3 Seiton — Qual a lógica usada pra definir um lugar pra cada coisa?

A lógica foi classe e fluxo. Baias identificadas por classe de resíduo, cada uma com cor e placa própria: entulho, madeira, metal, reciclável comum e perigosos, estes em abrigo coberto com bacia de contenção. A disposição segue o sentido do portão: o que sai mais, mais perto da saída de caminhão. Quem chega com resíduo separado na origem descarrega direto; misturado, volta para separar.

S4 Seiton — Como ficou a organização, e qual a regra pra cada coisa voltar ao lugar?

O mapa das baias ficou afixado na entrada da central e replicado na cartilha. A regra do retorno: a central só recebe resíduo já separado, e o servente confere no recebimento; carrinho e ferramenta da central têm gancho identificado na parede do abrigo. Caçamba cheia é fechada com lona e etiquetada com classe e data, aguardando o manifesto para sair.

S5 Seiso — Como foi a limpeza, e quais fontes de sujeira foram atacadas?

O mutirão de limpeza desobstruiu a canaleta de drenagem, raspou a lama do pátio e lavou as placas. Duas fontes de sujeira foram atacadas: caçambas sem lona que espalhavam resíduo leve com o vento, resolvidas com lona obrigatória amarrada, e o respingo de concreto da betoneira vizinha, contido com anteparo. O pátio passou a ter varrição diária no fim do turno.

S6 Seiso — Qual rotina de limpeza ficou definida? (o quê, quem, quando)

Rotina publicada no quadro da central: varrição diária no fim do turno pelos dois serventes, com checklist assinado; inspeção das baias às terças e quintas pela técnica de meio ambiente, com foto; lavagem do piso e revisão das lonas a cada quinze dias. Qualquer vazamento no abrigo de perigosos tem limpeza imediata e registro próprio.

S7 Seiketsu — Quais padrões visuais foram criados pra manter os três primeiros sensos?

Cada baia ganhou placa grande com a cor da classe, o nome e fotos do que pode e do que não pode, pensadas para quem não para para ler texto. Faixas de piso delimitam o raio de manobra do caminhão e o corredor de pedestre. Na entrada, o quadro da central mostra o mapa das baias, o índice semanal de segregação e a nota da última auditoria.

S8 Seiketsu — Como os padrões foram comunicados e treinados?

A segregação virou pauta do diálogo diário de segurança por três semanas seguidas, cobrindo todas as equipes próprias e empreiteiras, com lista de presença. Cada equipe recebeu a cartilha de bolso com as fotos das baias. Os encarregados fizeram um treinamento prático de uma hora na própria central, descartando junto com o servente para fixar o fluxo.

S9 Shitsuke — Qual rotina de disciplina foi criada pra transformar o 5S em hábito?

Duas rotinas seguram a disciplina: a amostragem semanal de caçambas, que mede o índice de segregação correta e vai para o quadro toda sexta, e a auditoria mensal com a régua de 25 itens, feita pela técnica com um encarregado convidado em rodízio. Resultado abaixo do esperado gera pauta obrigatória no diálogo de segurança da segunda-feira seguinte.

S10 Shitsuke — Como o time foi engajado, e qual a evidência de adesão?

O engajamento veio por comparação e reconhecimento: o quadro mostra o índice de segregação por equipe, e a equipe do mês ganha café da manhã reforçado no canteiro. Evidência de adesão: o índice saiu de 54% para 93% em doze semanas, os checklists de junho e julho fecharam 100% assinados e três equipes passaram a separar na origem sem retrabalho algum na central.

A

Análise

De 28% para 82% com a mesma régua: segregação em 93%, R$ 3,2 mil por mês economizados e nenhuma caçamba irregular.

case completo

A auditoria de saída de 28/jul, com a mesma régua da entrada, marcou 82% contra 28%, superando a meta de 78%. A segregação correta subiu de 54% para 93%, o custo de destinação caiu R$ 3,2 mil por mês e a documentação fechou 100% em dia, zerando o risco de autuação. As evidências estão nas fotos datadas, nos manifestos arquivados e na planilha mensal de custos. A lacuna ficou explícita: Shitsuke em 75%, pressionado pela rotatividade das empreiteiras, o que puxou o plano de integração obrigatória com passagem pela central antes do primeiro dia de obra.

Auditoria 5S: entrada × saídadados do case
94,3%70,7%47,2%23,6%0%meta · 78%28%82%entrada · abr/2026saída · jul/2026
Mesma régua de 25 itens: 54 pontos de ganho na área que tinha a pior nota do grupo.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

R1 Qual o resultado da auditoria 5S pós-implantação, comparado ao diagnóstico inicial?

A auditoria de saída, em 28/jul, com a mesma régua de 25 itens da entrada, marcou 82% contra 28%: Seiri de 25% para 85%, Seiton de 20% para 85%, Seiso de 30% para 80%, Seiketsu de 30% para 85% e Shitsuke de 35% para 75%. Um salto de 54 pontos percentuais em quatro meses, na área que tinha a pior nota do grupo.

R2 A meta foi atingida — ou quanto dela? Quais os ganhos concretos?

A meta de 78% até 31/jul foi batida: 82%. Ganhos concretos: segregação correta de 54% para 93% na amostragem semanal; custo de destinação reduzido em R$ 3,2 mil por mês, somando menos caçambas de misto e a venda de recicláveis; e documentação 100% em dia, com as 14 caçambas antigas regularizadas e nenhuma pendência, zerando o risco de autuação que motivou o projeto.

R3 O antes × depois está comprovado com evidências? Houve efeito colateral?

Sim. Fotos datadas do pátio antes e depois, manifestos de transporte arquivados, recibos da cooperativa e a planilha mensal de custo de destinação comprovam o resultado. O efeito colateral foi fila no recebimento da central nas duas primeiras semanas, quando a separação na origem ainda era imatura e o servente devolvia carga misturada. Reforço no diálogo diário resolveu.

R4 O que a apuração mostrou de lacunas — e qual o plano pra tratá-las?

Shitsuke fechou em 75%, abaixo da meta geral, e é a lacuna principal: a rotatividade das empreiteiras traz gente nova que nunca viu o padrão, e o índice oscila quando entra equipe nova. Plano: integração obrigatória de todo contratado passa a incluir a cartilha e uma passagem pela central antes do primeiro dia de obra, e a amostragem semanal segue até Shitsuke sustentar 80%.

C

Consolidação

Padrão publicado, dona definida e regra inegociável: caçamba sem manifesto não sai do canteiro.

case completo

A consolidação transformou a central em padrão de grupo. Procedimento publicado, placas com foto em todas as baias e cartilha nas mãos de todas as equipes, com integração de novos contratados incluindo o padrão. A auditoria mensal segue com a técnica de meio ambiente, dona do 5S da área, e o índice semanal continua no quadro. O plano de reação é objetivo: abaixo de 78% ou segregação menor que 85%, mutirão na mesma semana; caçamba sem manifesto não sai do canteiro. A auditoria de agosto marcou 80%, sustentando o patamar, e os canteiros Horizonte e Mirante entram em diagnóstico a partir de ago/2026.

Auditorias mensais da central de resíduosdados do case
94,3%70,7%47,2%23,6%0%meta · 78%82%mai/26jun/26jul/26ago/26
A subida durante a implantação e a sustentação acima da meta em agosto, já sem mutirão.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Os padrões da área estão consolidados e treinados? (POP / padrão visual)

Sim. O procedimento de descarte está publicado, as placas com foto estão em todas as baias e a cartilha de bolso foi distribuída a todas as equipes ativas, com listas de presença arquivadas. A integração de novos contratados já inclui o padrão da central, fechando a porta por onde o padrão se perdia.

C2 Como o 5S será auditado daqui pra frente — e quem é o dono do 5S na área?

Auditoria mensal com a régua de 25 itens, conduzida pela técnica de meio ambiente com um encarregado em rodízio como segundo auditor. O índice semanal de segregação continua no quadro da entrada. A dona do 5S da central é a técnica de meio ambiente, com o mestre de obras como suplente nas ausências.

C3 Qual o plano de reação se a auditoria cair abaixo da meta?

Nota abaixo de 78% ou segregação abaixo de 85% aciona mutirão de retriagem na mesma semana e pauta extra no diálogo diário de segurança. Regra dura para documentação: caçamba sem manifesto simplesmente não sai do canteiro, seja qual for a pressão de prazo. O engenheiro residente é acionado quando a causa envolve empreiteira reincidente.

C4 Quais lições ficaram, e qual o plano de expansão pra outras áreas?

Lições: separar na origem custa minutos e retriagem custa dias; placa com foto ensina mais que treinamento falado; documentação organizada é proteção jurídica, não burocracia. Expansão: o padrão da central vai para os canteiros Horizonte e Mirante a partir de ago/2026, começando pelo diagnóstico de entrada com a mesma régua e com o servente sênior do Vila Verde como padrinho.

Resultado do projeto

Em quatro meses, a central de resíduos do canteiro Vila Verde, do Grupo Altavia, saiu de 28% para 82% na auditoria de 25 itens, acima da meta de 78%. A segregação correta subiu de 54% para 93%, o custo de destinação caiu R$ 3,2 mil por mês e as 14 caçambas sem documentação foram regularizadas, zerando o risco de autuação ambiental. A auditoria de agosto sustentou 80%, e o padrão da central começa a ser replicado nos canteiros Horizonte e Mirante. (projeto ilustrativo)

Ver o Plano Mestre 5S fechado deste projeto a implantação inteira numa folha — é o que a Academia espera do seu 5S

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Use este case como referência de profundidade — fotografe o antes, meça com a mesma régua, implante senso a senso e deixe padrão, auditoria e dono.

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