Academia 5S
Cases de aplicação

5S não é coisa de fábrica.

Onde existe área de trabalho, o 5S transforma — posto de enfermagem, doca de expedição, laboratório, escritório, cozinha profissional. Veja o mesmo método aplicado em setores diferentes, cada projeto com seu Plano Mestre 5S fechado.

L
Case detalhado · Logística · 5S-2026-004

Expedição sem avaria: 5S na doca 3

Logística · Doca de expedição 3 · Abr/2026 – Jul/2026

P

Planejamento

A doca 3 concentrava avarias, atrasos e um corredor de emergência bloqueado; a equipe mediu tudo com a régua de auditoria e travou a meta: 80% até 31/jul.

case completo

A doca de expedição 3 foi escolhida como piloto por ser a de maior volume da TransRibeiro e a campeã de reclamação: avaria em 2,8% dos volumes expedidos, carregamento médio de 42 minutos por veículo e paletes estacionados no corredor de emergência. A auditoria de entrada, com a régua padrão de 25 itens, deu 33% — com o Seiton em vergonhosos 20%. O time da doca acordou as regras do jogo (cartão vermelho, endereço para tudo, corredor intocável), fechou a meta de no mínimo 80% até 31/jul/2026 e montou o cronograma senso a senso de abril a julho, uma frente por vez, com dono e entrega definidos. (case ilustrativo)

Origem das avarias na expedição (últimos 3 meses)dados do case
100%75%50%25%0%46%27%16%11%acum.Palete/embalagem danificadaVolume sem endereço na docaManuseio em área obstruídaOutros
Quase metade das avarias nascia de palete e embalagem já danificados circulando pela doca — por isso o Seiri veio primeiro e pesado.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

P1 Qual área foi escolhida como piloto — e por que ela?

A doca de expedição 3, por ser a de maior volume da filial e a que mais gerava reclamação: 2,8% de avaria nos volumes expedidos, carregamento lento e corredor de emergência usado como estacionamento de palete. Piloto visível: todo motorista e conferente passa por ali, então o resultado seria impossível de ignorar — e fácil de replicar nas docas 1 e 2.

P2 Quais problemas a desorganização causa hoje — para o time, a segurança e o resultado?

Para o time, retrabalho: procurar volume sem endereço e remontar carga avariada. Para a segurança, o pior achado: paletes obstruindo o corredor de emergência e cintas de amarração vencidas ainda em uso. Para o resultado, avaria de 2,8% gerando ressarcimento e carregamento de 42 min/veículo represando a fila de caminhões no pátio nos horários de pico.

P3 Qual é a situação atual da área, medida e registrada?

A auditoria de entrada (25 itens, nota 0–4 por item) foi feita em 06/abr e deu 33%: Seiri 30%, Seiton 20%, Seiso 35%, Seiketsu 35%, Shitsuke 45%. Tudo registrado com fotos datadas da doca cheia, do corredor obstruído e do quadro de cintas vazio. Completam a linha de base os registros do sistema: 2,8% de avaria e 42 min de carregamento médio no trimestre.

P4 Quais são as regras do programa acordadas com o time?

Regras acordadas em reunião com os três turnos: item sem uso na doca em 30 dias recebe cartão vermelho, e a decisão final de destino é da líder com o dono do item; todo volume só entra na doca com endereço; faixa vermelha do corredor de emergência é intocável; cinta vencida é segregada na hora. Papéis: líder conduz, turnos executam, gerente destrava recurso.

P5 Qual é a meta do programa? (pontuação alvo + prazo)

Elevar a pontuação da auditoria 5S de 33% para no mínimo 80% até 31/jul/2026, com a mesma régua de 25 itens da entrada. Metas de negócio amarradas: avaria abaixo de 1,5% dos volumes, carregamento abaixo de 35 min/veículo e corredor de emergência 100% livre em toda verificação.

P6 Quem participa da equipe e quem patrocina a implantação?

Líder: a supervisora da expedição. Equipe: dois conferentes (um por turno-chave), um operador de empilhadeira e um auxiliar de doca, escolhidos por serem referência entre os colegas. Patrocinador: o gerente de operações da filial, que aprovou caçamba de descarte, tinta de demarcação e a parada de meio turno do mutirão inicial.

P7 Qual é o cronograma da implantação, senso a senso? (5W2H)

Cronograma 5W2H, um senso por vez: Seiri 06–17/abr (mutirão de cartões vermelhos, na doca, para tirar o que não serve); Seiton 20/abr–08/mai (endereçamento e demarcação de piso); Seiso 11–22/mai (limpeza profunda e ataque às fontes de sujeira); Seiketsu 25/mai–12/jun (padrões visuais publicados); Shitsuke 15/jun–24/jul (rotina de auditoria). Custo baixo: tinta, etiquetas e caçamba. Auditoria de saída em 27/jul.

5S

Implementação

138 cartões vermelhos tratados, endereço e faixa no piso para tudo — e o corredor de emergência ficou livre de vez.

case completo

A implementação seguiu o cronograma, um senso por vez. O mutirão de Seiri emitiu 138 cartões vermelhos em dois sábados: paletes quebrados, cintas vencidas e embalagem inservível saíram em caçamba, e o que era bom voltou ao almoxarifado ou foi realocado. O Seiton deu endereço alfanumérico a cada posição, demarcou o piso por função e criou o quadro de sombras das cintas com controle de validade. O Seiso atacou as fontes de sujeira — sobras de filme stretch, madeira lascada e um vazamento da empilhadeira. Seiketsu publicou o padrão fotografado, e o Shitsuke instalou checklist de turno e autoauditoria semanal.

Destino dos 138 cartões vermelhos da doca 3dados do case
100%75%50%25%0%37,7%24,6%21%16,7%acum.DescarteCinta/catraca vencidaDevolvido ao almoxarifadoRealocado
Mais da metade do que saiu era descarte puro — palete quebrado, embalagem inservível e cinta vencida que ninguém tinha coragem de jogar fora.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

S1 Seiri — Como os itens da área foram classificados e o que recebeu cartão vermelho?

Tudo o que estava na doca foi classificado pelo giro: usa a cada carga, usa na semana, não usa. Recebeu cartão vermelho o que estava parado há mais de 30 dias ou sem condição de uso: paletes quebrados, cintas e catracas vencidas, embalagens sobrando e um transpalete encostado havia meses. Foram 138 cartões em dois mutirões, cada um com item, motivo, data e responsável anotados.

S2 Seiri — Qual foi o destino do que saiu, e quais as evidências?

Dos 138 cartões: 52 itens descartados (paletes quebrados e embalagem inservível, duas caçambas), 34 cintas e catracas vencidas segregadas e descartadas com registro de segurança, 29 itens devolvidos ao almoxarifado e 23 realocados para outras docas. Evidências: planilha de destino assinada pela líder, fotos datadas de antes e depois no mural e o canhoto das caçambas.

S3 Seiton — Qual a lógica usada pra definir um lugar pra cada coisa?

Frequência de uso e fluxo do carregamento: o que se usa a cada carga fica a no máximo 5 metros da porta da doca; o esporádico foi para o armário lateral. O piso foi demarcado por função — espera, conferido, avaria, circulação — e cada posição de palete ganhou endereço alfanumérico (D3-A1 a D3-C8) legível de cima da empilhadeira.

S4 Seiton — Como ficou a organização, e qual a regra pra cada coisa voltar ao lugar?

Quadro de sombras para cintas e catracas com etiqueta de validade, posições de palete demarcadas e endereçadas, ferramentas de conferência em suporte fixo na mesa. Regra de retorno: volume só entra na doca com endereço definido e sai antes do fim do turno; cinta usada volta ao gancho da própria sombra na devolução. O conferente confere a doca ao fechar cada carga.

S5 Seiso — Como foi a limpeza, e quais fontes de sujeira foram atacadas?

Limpeza profunda em mutirão de sábado, com a doca vazia. Três fontes de sujeira atacadas na causa: sobras de filme stretch (instalado suporte com coletor ao lado da paletizadora), lascas de madeira de palete danificado (inspeção na entrada barrou palete ruim) e vazamento de óleo da empilhadeira, corrigido pela manutenção na mesma semana.

S6 Seiso — Qual rotina de limpeza ficou definida? (o quê, quem, quando)

Rotina de 10 minutos no fim de cada turno, feita pela dupla do turno com rodízio semanal: varrer a área de circulação, recolher filme e fita do piso, conferir o corredor de emergência livre e registrar no checklist afixado na coluna da doca. Limpeza pesada mensal agendada com a doca vazia, sob responsabilidade da líder.

S7 Seiketsu — Quais padrões visuais foram criados pra manter os três primeiros sensos?

Faixas amarelas para circulação, vermelha contínua no corredor de emergência (proibido parar, nem por um minuto), quadro de sombras das cintas com validade à vista, etiquetas grandes de endereço nas posições e a foto do padrão de cada área afixada no local que ela retrata. Quem chega à doca entende o certo e o errado sem perguntar a ninguém.

S8 Seiketsu — Como os padrões foram comunicados e treinados?

Treinamento de 40 minutos por turno, com lista de presença dos 14 operadores, mostrando o padrão fotografado e o porquê de cada regra. O padrão entrou no roteiro de integração de novatos e virou pauta fixa do diálogo semanal de segurança. Motoristas parceiros receberam um aviso simples: carga só posiciona onde o conferente indicar.

S9 Shitsuke — Qual rotina de disciplina foi criada pra transformar o 5S em hábito?

Autoauditoria semanal de 10 itens críticos feita pelo conferente do turno, com resultado no quadro da doca, e auditoria mensal com a régua completa de 25 itens. Desvio encontrado vira ação com dono e prazo no próprio quadro, revisada na reunião semanal da operação. Plano Mestre atualizado a cada auditoria pela líder.

S10 Shitsuke — Como o time foi engajado, e qual a evidência de adesão?

A equipe definiu as regras junto — por isso cobrou junto. O placar entre turnos criou disputa saudável pela melhor nota semanal. Evidência de adesão: checklist de fim de turno preenchido em mais de 95% dos turnos nas últimas seis semanas e zero palete no corredor de emergência desde 15/jun, confirmado nas rondas de segurança.

A

Análise

Mesma régua, outro cenário: 33% na entrada, 85% na saída — meta de 80% batida com folga.

case completo

A auditoria de saída, em 27/jul, usou a mesma régua de 25 itens e o mesmo auditor da entrada: 85% contra os 33% de abril, com Seiri em 90%, Seiton em 85%, Seiso em 80%, Seiketsu em 85% e Shitsuke em 85%. Os ganhos de negócio acompanharam: avaria de 2,8% para 1,1% dos volumes, carregamento de 42 para 31 minutos por veículo e corredor de emergência livre em 100% das verificações. O antes e depois está comprovado em foto, sistema e planilha. A apuração também foi honesta com as lacunas: o Seiso, em 80%, ainda sofre com sobras de filme nos picos de expedição — e já tem plano para agosto.

Auditoria 5S da doca 3 — entrada × saídadados do case
97,7%73,3%48,9%24,4%0%meta · 80%33%85%entrada · abr/2026saída · jul/2026
Mesma régua de 25 itens e mesmo auditor nas duas medições: de 33% em abril para 85% em julho, meta de 80% superada.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

R1 Qual o resultado da auditoria 5S pós-implantação, comparado ao diagnóstico inicial?

Auditoria de saída em 27/jul, mesma régua de 25 itens e mesmo auditor da entrada: 85% geral contra 33% de abril. Por senso: Seiri 30%→90%, Seiton 20%→85%, Seiso 35%→80%, Seiketsu 35%→85%, Shitsuke 45%→85%. O salto mais brutal foi o Seiton — a doca saiu de "só o conferente antigo acha" para endereço legível de cima da empilhadeira.

R2 A meta foi atingida — ou quanto dela? Quais os ganhos concretos?

Meta de 80% superada em 5 pontos. Ganhos concretos: avaria na expedição de 2,8% para 1,1% dos volumes (ressarcimentos evitados estimados em R$ 7 mil/mês), carregamento de 42 para 31 min/veículo — 11 minutos vezes ~18 veículos/dia, cerca de 3h20 de doca liberadas por dia — e corredor de emergência 100% livre em todas as verificações desde 15/jun.

R3 O antes × depois está comprovado com evidências? Houve efeito colateral?

Comprovado: fotos datadas de cada área antes e depois no mural, registros de avaria do sistema de transporte, planilha de tempo de carregamento por veículo e os dois relatórios de auditoria arquivados. Efeito colateral houve: no primeiro mutirão, o descarte quase levou paletes bons junto — a regra ganhou dupla checagem do conferente antes da caçamba, sem novas ocorrências.

R4 O que a apuração mostrou de lacunas — e qual o plano pra tratá-las?

Duas lacunas: Seiso parou em 80% porque sobras de filme stretch ainda acumulam nos picos de expedição, e a demarcação de duas posições já está apagando com o tráfego da empilhadeira. Plano: segundo coletor de filme junto à porta 2, repintura com tinta de maior resistência na primeira semana de agosto e reforço da rotina no 3º turno. Verificação na auditoria de 28/ago.

C

Consolidação

Padrão publicado, auditoria mensal com dona definida e as docas 1 e 2 na fila da expansão.

case completo

Para o ganho não evaporar, a consolidação fechou as quatro travas: procedimento operacional da doca publicado com o padrão fotografado, calendário de auditoria mensal com rodízio de auditores entre docas, dona do 5S nomeada — a supervisora da expedição — e plano de reação combinado: nota abaixo de 80% ou corredor obstruído aciona mutirão de correção em até sete dias. As auditorias mensais seguintes sustentaram o patamar: 85% em julho, 84% em agosto, 86% em setembro e 87% em outubro. A expansão já começou pelo diagnóstico de entrada das docas 1 e 2, com a equipe da doca 3 apadrinhando.

Auditoria mensal da doca 3 após a implantaçãodados do case
100,1%75%50%25%0%meta · 80%87%julagosetout
Quatro auditorias seguidas acima da meta de 80%: o patamar novo virou rotina, não evento.
Como o líder respondeu as perguntas da fase

C1 Os padrões da área estão consolidados e treinados? (POP / padrão visual)

Sim. O procedimento operacional da doca foi publicado com o padrão visual fotografado de cada área, e os 14 operadores dos três turnos foram treinados com registro de presença. A integração de novos operadores já inclui meia hora sobre o padrão da doca, e a foto-padrão afixada em cada área permite conferência instantânea por qualquer pessoa.

C2 Como o 5S será auditado daqui pra frente — e quem é o dono do 5S na área?

Auditoria mensal com a régua completa de 25 itens, sempre na última sexta do mês, com rodízio de auditores entre as docas — ninguém audita a própria área. Dona do 5S da doca 3: a supervisora da expedição, responsável por publicar a nota no quadro, atualizar o Plano Mestre e levar o resultado à reunião mensal da operação com o gerente.

C3 Qual o plano de reação se a auditoria cair abaixo da meta?

Nota abaixo de 80%, ou qualquer item de segurança zerado, aciona mutirão de correção em até sete dias, com causa registrada no quadro e verificação na auditoria seguinte. Corredor de emergência obstruído nem espera auditoria: é desvio de tratativa imediata, registrado na hora pela liderança do turno, com conversa direta com o responsável.

C4 Quais lições ficaram, e qual o plano de expansão pra outras áreas?

Lições: regra combinada antes vale mais que cobrança depois; descarte precisa de dupla checagem para não levar coisa boa; demarcação bem-feita segura o padrão quase sozinha. Expansão: docas 1 e 2 iniciam pelo diagnóstico de entrada em ago/2026, com a mesma régua e a equipe da doca 3 como madrinha — dois operadores acompanham cada mutirão vizinho.

Resultado do projeto

Em quatro meses, a doca de expedição 3 da TransRibeiro Transportes subiu de 33% para 85% na auditoria 5S de 25 itens, superando a meta de 80%. A avaria na expedição caiu de 2,8% para 1,1% dos volumes, o carregamento médio caiu de 42 para 31 minutos por veículo e o corredor de emergência passou a ficar 100% livre. Os 138 cartões vermelhos foram todos tratados com destino registrado, a auditoria mensal segue rodando com dona definida e o padrão da doca 3 já virou referência para o diagnóstico das docas 1 e 2. (case ilustrativo)

Ver o Plano Mestre 5S fechado deste projeto a implantação inteira numa folha — é o que a Academia espera do seu 5S

Pronto pra transformar a sua área?

Use este case como referência de profundidade — fotografe o antes, meça com a mesma régua, implante senso a senso e deixe padrão, auditoria e dono.

Iniciar meu projeto